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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Genética: dominância completa e incompleta




      Quando Mendel fez experimentos com ervilhas e descobriu os fatores hereditários (hoje chamados de alelos de determinado gene) ele percebeu que na geração de híbridos F1 (heterozigotos)  ocorria apenas uma característica (um fenótipo), por exemplo se na geração parental (P) ocorrer o cruzamento de duas linhagens de plantas uma alta e a outra baixa, como visto na figura abaixo.
               

                                                     Geração Parental P


     Em F1 só haverá plantas altas, ou seja, tem dos tipos de alelos, mas somente um se expressa, nesse caso vou usar o exemplo clássico: onde A é o alelo dominante que se expressa e a é o alelo recessivo que é inibido em F1, percebe que um alelo domina a expressão do outro, portanto há uma dominância completa porque sempre que eles estiverem juntos, apenas um irá se expressar, o fenótipo visível é do alelo dominante, o recessivo só se expressa quanto estiver em homozigose (aa),  seja por meio de fecundação cruzada, seja por autofecundação.

  Quadro de Punnett : geração parental P     

TIPOS DE GAMETAS
     
          A

       A

         a

          Aa
       
       Aa
        
         a
        
          Aa
         
       Aa


 4 indivíduos Aa (plantas  altas)
                   ↓
Quadro de Punnett : geração F1

TIPOS DE GAMETAS
     
          A

        a

         A

          AA
       
       Aa
        
         a
        
          Aa
         
       aa

1 indivíduo AA (planta alta)
2 indivíduos Aa (planta alta),
1 indivíduo
aa (planta baixa)


geração P : AA  X aa   (fecundação cruzada) duas plantas envolvidas no processo

geração F1: Aa  X  Aa     (autofecundação)  uma única planta envolvida no processo

geração F2: ¼  AA, ½  Aa e ½  aa     resultado dos cruzamentos da  geração F1

     Veja que a proporção em P é igual tanto para o fenótipo (que é a característica apresentada: estatura da planta) quanto para o genótipo (que é a constituição genética), em F1 existe um genótipo heterozigoto, e ocorre apenas um fenótipo ( planta alta), já em F2 tem três genótipos, porém há dois fenotípicos, quanto a proporção genotípica é de 1 : 2 : 1 ou 25% homozigoto dominante, 50% heterozigoto e 25% homozigoto recessivo. Já a proporção fenotípica é cerca de 3 : 1 ou 75% de plantas altas para 25 % de plantas baixas.

     Existem alguns casos de interação entre os alelos na qual não existe dominante e recessivo, os alelos se expressarão tanto quando em homozigose quanto quando em heterozigose. Em genética  isso é chamado de dominância incompleta ou ausência de dominância  é o que ocorre na planta chamada popularmente como maravilha, Mirabilis jalapa que tem dois alelos distintos para tal gene, ele determina a cor da flor dessa planta, um dos seus alelos, o alelo FB condiciona o surgimento de flor branca e o outro FV condiciona o surgimento da flor vermelha. A flor da planta é branca quando ambas as plantas que deram origem a ela, possuíam cada uma ao menos um alelo FB   ou por autofecundação de homozigoto (FBFB ), sendo assim o genótipo dessa nova planta FBFB, da mesma maneira que a flor da planta é vermelha quando ambas as plantas que deram origem a ela, possuíam cada uma ao menos um alelo Fv  ou por autofecundação de homozigoto (FvFv ), portanto o genótipo da nova planta é FvFv , que são homozigotos você deve ter percebido, até ai tudo bem. Mas e quando ocorrer heterozigotos? ,ou seja, FBFV como será o fenótipo ? ...ele será intermediário entre os dois fenótipos existentes, a planta terá a flor cor-de-rosa.

                                        Flor maravilha: três fenótipos
                                           Fonte: http://aprendendobiologia.com.br/?page_id=423


Quadro de Punnett:geração P :    FBFB   X   FVFV    (fecundação cruzada) duas plantas envolvidas no processo
TIPOS DE GAMETAS
     
          FB

        FB

         FV

          FBFV
       
       FBFV
        
         FV
        
          FBFV
         
       FBFV


Quadro de Punnett: geração F:    FBFV   X    FBFV (autofecundação)  uma única planta envolvida no processo
TIPOS DE GAMETAS
     
          FB

         FV   

         FB

          FBFB
       
       FBFV
        
         FV
        
          FBFV
         
       FVFV



geração F:     ¼  FBFB , ½  FBFV  e ¼ FVFV resultado dos cruzamentos da  geração F1

     Veja que em P há dois genótipos e dois fenótipos (flor branca e flor vermelha), em F1 um genótipo (heterozigoto) e um fenótipo intermediário em relação aos dois primeiros fenótipos (flor cor-de-rosa) e em F2 ocorre três genótipos e três fenótipos com prevalência para o heterozigoto (flor cor-de-rosa).

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Darwinismo

     Essa teoria da evolução recebeu esse nome em homenagem a Charles Robert Darwin (1809-1882), esse pesquisador inglês viajou o mundo a bordo do navio H.M.S. Beagle, Darwin era responsável por observar e coletar espécimes de animais e plantas. O principal fundamento do darwinismo é a seleção natural, tema discutido em outra postagem desse blog, sem esquecer da influência das teorias de Malthus que alega uma diferença crucial entre o crescimento das populações e a produção de alimentos, ou seja, as populações crescem bem mais rápido do que  a produção de alimentos. 
    A seleção natural deve ser creditada a Darwin corroborado pelo pesquisador e amigo Alfred R. Wallace (1823-1913); de acordo com Darwin e Wallace as espécies evoluem ao longo do tempo, e a seleção natural é quem direciona as mudanças sofridas pelas espécies. As populações em condições ótimas crescem de forma exponencial, mas quando há limitação de recursos como abrigo, água, alimentos, entre outras, essas populações passam competir pelos recursos; os indivíduos mais adaptados as condições impostas pelo ambiente terão mais chances de sobreviver e de gerar descendentes (definição de seleção natural).  O acúmulo sucessivo de determinadas características levariam a origem de novas espécies.

    E assim Darwin publica sua mais polêmica e impactante obra: A origem das espécies.

Explicações e implicações: Darwin percebeu que dentro de uma população existem variações nas características e que algumas dessas são herdadas pelos descendentes, no entanto ele não conseguiu explicar o que causava essas variações. Hoje sabemos que as variações nas características são causadas pela recombinação gênica e pelas mutações, tema também discutido em outra postagem, assim o Darwinismo se tornou incapaz de explicar a evolução.





Mutações, seleção natural e evolução





domingo, 6 de dezembro de 2015

Canibalismo


     Essa relação intraespecífica desarmônica ocorre quando um organismo se alimenta de outro da mesma espécie. Isso é visto em diversas espécies de animais; répteis, vespas, gatos da raça siamês. Em aranhas como a viúva-negra que assim como o louva-deus, durante a cópula a fêmea se alimenta do macho, o objetivo é obter nutrientes, em especial as proteínas para poder levar a diante a procriação.
     O canibalismo também é visto em alguns tubarões que ainda no útero da mãe eles se alimentam dos mortos e dos mais fracos. É comum também em cobras, como a sucuri que pode se alimentar de outras cobras menores. Na espécie humana esse tipo de comportamento causa repulsa na maioria da população, fato é que alguns humanos foram acusados de matar e se alimentar de outras pessoas, sendo assim considerado por psiquiatras e psicólogos, um transtorno.

canibalismo em insetos

Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Praying_Mantis_Sexual_Cannibalism_European-26.jpg



     Curiosidade: em 1972, um acidente aéreo nos Andes, provocado por uma falha no motor, causou a morte de 29 das 45 pessoas a bordo do avião, para não morrerem de fome, as pessoas que sobreviveram a queda alimentavam-se dos mortos até serem resgatadas, 69 dias após o acidente.


Inquilinismo

Comensalismo









quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Lamarckismo






Essa teoria foi assim chamada em homenagem ao cientista francês Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829) que formulou a primeira teoria (coerente) sobre a evolução. O lamarckismo tem dois fundamentos básicos: a lei do uso e desuso e a lei de transmissão dos caracteres adquiridos.

A lei do uso e desuso, sugere que o uso de determinado órgão ou estrutura, faça esse órgão ou estrutura desenvolver-se e o oposto também, ou seja, os órgãos e as estruturas que não sejam usadas (o desuso) leva a atrofia.

A lei da transmissão dos caracteres adquiridos, complementa a lei anterior para assim tentar explicar a evolução. Essa lei sugere que os caracteres que foram adquiridos por determinados indivíduos de uma população são passados para geração seguinte (para os descendentes).

Explicações e implicações: o pescoço das girafas...em um ambiente escasso de recursos, a busca por alimento seria mais difícil, não havendo alimento no solo elas precisariam se alimentar das folhas das árvores, pouco a pouco sobrariam aquelas mais altas. As girafas de tanto alongar o pescoço em busca dessas folhas, em outras palavras de tanto “usar” o pescoço (lei do uso e desuso), essa estrutura cresceria e essa característica seria transmitida aos descendentes (A lei da transmissão dos caracteres adquiridos). Todavia sabemos que apesar de determinadas estruturas e órgãos desenvolverem através do uso! Há um limite imposto pela genética que não dá para ser ultrapassado e outra coisa! As características adquiridas não são passadas para os descendentes o que se passa são as características hereditárias que estão nos genes. Isso Lamarck ainda não sabia por isso a confusão na hora de explicar a evolução.


Darwinismo

PlanetaBrasileiro